terça-feira, 20 de setembro de 2022

Rosas

Gritos ecoavam distantes.
A pasta gosmenta se remechendo na panela.
Correndo pela cozinha,
um coto de menina,
trazia sua risada pelo luar.
Cabelos brancos,
longos brilhantes, 
enfeitiçavam.
Pôs-se a correr em outra direção, 
uma porta cinza,
ornamentada com espinhos de rosas mortas.
Escuridão a cercava.
Os gritos outrora abafados,
agora vivos.
Parada diante a uma batalha.
Jazia no chão
sua boneca preferida,
com seus belos cachos dourados,
em seu vestido rosa,
uma vez branco 

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